segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Intervenção Bichinho

Em nossa intervenção criamos um efeito de luz e sombra usando um tecido branco translúcido e luzes. Dois holofotes faziam as sombras dos bonecos no tecido. Ao passar pela porta, esses holofotes se apagavam e outros dois localizados na calçada acendiam e focavam as entradas da loja e do corredor lateral. As pessoas se sentiam convidadas a explorar a intervenção, e entrar na varanda. Ao entrar na varanda novas luzes se acendiam, e as sombras de quem lá estivesse interagiam com as sombras dos bonecos.




No corredor lateral que dá acesso à casa, um esquema de som foi colocado perto da porta dando um efeito de música ambiente. Ao passar por essa porta, a música ambiente  deixava de sobressair, e novos sons eram percebidos, como de ferramentas funcionando e do próprio cotidiano da casa, criando um imaginário de como é a vida de quem mora e trabalha na loja Naninho.







Objeto Interativo

O projeto do objeto interativo teve como ideia criar algo que fosse dinâmico, interessante e talvez divertido, e que mantivesse a vontade das pessoas de interagir com ele.

Para o meu objeto pensei em um jardim zen. Uma pequena caixa cheia de areia e pequenas pedras, onde a pessoa podia interagir fazer desenhos, juntando as pedras todas de um lado ou de outro, ou apenas passando o rastelo aleatoriamente. A ideia era fazer algo relaxante, que não tivesse um objetivo inicial, não tivesse fim.

Porém o meu jardim zen fugiu à regra, e foi equipado com luzes de led embaixo na areia. Quando alguém está interagindo com ele, não imagina porque estão acendendo luzes por baixo da areia, e tenta descobrir como o mecanismo funciona. 



Para criar o efeito, fiz um circuito de 10 lâmpadas de led, ligados a duas baterias de 9V. Os interruptores  eram reed switchs (magnéticos). Em cada rastelo há dois ímãs responsáveis por acionar os reed switchs.

Obra escolhida no Inhotim: Penetrável Magic Square n5 - Hélio Oiticica


“… Parece colorida surgindo na floresta, brotando da própria terra […] fusão 
e transmutação dos laranjas, magentas, amarelos, brancos e azuis. Luzes e 
sombras também são cortadas por folhagens verdes. A arte de Hélio brota 
encoberta pela mata da tijuca […]  mergulho da “cor-luz” e natureza 
constituem um convite ao ambiental […] Este trabalho é o ápice da  cor que 
reinventa do espaço. […] O Magic Square nº 5, De Luxe é a realização […] 
de uma nova realidade plástica […] em que arquitetura, escultura e pintura 
estariam fundidas e não integradas. […] é a culminância de um processo do 
início do século XX, de desmonte do quadro para conservar a pintura. Só 
que a pintura teve que abandonar o plano da tela e buscar no espaço físico 
do mundo (fundindo-se como arquitetura) aquilo que a representação 
perseguia como imagem (DOCTORS, 2000)."




Alexander Calder





Alexander Calder foi um pintor e escultor estadunidense, nascido em 1898. Sua influência artística começou em  casa, uma vez que era filho de artistas plásticos. 


Seus primeiros trabalhos abstratos surgiram em 1931, e os primeiros móbiles são de 1932. 


Calder foi o primeiro a explorar o movimento na escultura e um dos poucos artistas a criar uma nova forma – o mobile, que são discos metálicos unidos por fios que se agitam de acordo com o vento, e assumem formas inusitadas. Ciou também os Stabiles, sólidas esculturas fixas. 



Abraham Palatnik



www.palatnik.com.br


Abraham Palatnik é um artista plástico brasileiro nascido em 1928. É conhecido por ser um dos pioneiros em arte cinético no Brasil, e hoje é maior referência na área.




Suas obras contêm instalações elétricas que criam movimentos e jogos de luzes.
Seu primeiro grande trabalho foi exposto na I Bienal de São Paulo, em 1951. Ao invés de uma pintura ou escultura, Palatnik exibia então seu primeiro “Aparelho Cinecromático” – uma “máquina pictórica”. Nela, tecidos sintéticos, motores, luzes e a incorporação decisiva do espectador no ambiente são os elementos que estruturam a obra. Devido a esse caráter dissonante, o trabalho quase foi recusado na exposição.

O que singulariza o trabalho de Palatnik é o uso que ele faz da tecnologia e suas possibilidades inovadoras. Não se trata de uma arte que está a serviço da técnica, mas sim de um olhar atento que sabe retirar dos materiais mais diversos toda sua potencialidade poética. Misto de artista e desenhista industrial, Palatink possui muito do ideário construtivo na vontade de integrar arte e vida. Existe aqui uma convicção de que a arte pode estar em todos os lugares para todos os públicos, disseminada pelo cotidiano.

O Grivo





Formado em 1990, o coletivo O Grivo notabilizou-se num primeiro momento pelas produções musicais realizadas para outros artistas, como Cao Guimarães, Lucas Bambozzi, Rivane Neuenschwander e Valeska Soares, entre outros. O grande apelo visual de suas instalações, contudo, fez que a dupla passasse a ser reconhecida pela qualidade plástica, e não apenas sonora, de suas criações, a partir pelo menos da participação na exposição Antarctica Artes com a Folha (1996). Com aparelhos bem-humorados e aparentemente precários, de onde brotam a harmoniosa combinação de sons e ruídos que constitui sua marca registrada, O Grivo pertence ao seleto grupo de artistas sonoro-visuais brasileiros, como o coletivo carioca Chelpa Ferro ou o paulistano Paulo Nenflidio, cujas obras são comparáveis tanto do ponto de vista estético quanto pela característica de transformar os objetos mais impensáveis em instrumentos musicais. Diferentemente desses, porém, e devido talvez à formação musical de seus dois integrantes, as obras d’O Grivo priorizam a sonoridade: o efeito visual está longe de ser casual, evidentemente, mas a imagem, como eles dizem, é uma consequência da funcionalidade sonora e musical.



Arthur Ganson


www.arthurganson.com

Arthur Ganson é um escultor cinético, nascido nos Estudos Unidos em 1955. Seus trabalhos fazem  demonstrações de arte mecânica e já foram expostos em museus de ciência e tecnologia, como o MIT Museum e Harvard's Carpenter Center.


Ele descreve seu trabalho como um cruzamento entre engenharia e coreografia. Suas máquinas elaboradas nem sempre realizam tarefas complicadas, mas são repletas de significado filosófico. Para alguns são objetos artísticos, para outros máquinas sem utilidade, e para outros apenas brinquedos para crianças.

Arthur Ganson

Arthur Ganson

Theo Jansen



Theo Jansen é um artista e escultor cinético holandês, nascido em 1948. 
Seu trabalho é especialmente conhecido pelas grandes dimensões. As obras se assemelham a esqueletos de animais e podem caminhar utilizando energia do vento.

As suas obras são uma mistura de arte e engenharia, e para ele são um progresso para a tecnologia da mobilidade. De acordo com ele, "as fronteiras entre arte e engenharia existem apenas em sua mente". 
Theo cria um novo tipo de natureza, onde tubos amarelos são utilizados como material básico de construção. Ele monta esqueletos capazes de caminhar com a ajuda do vento e em um futuro próximo, sonha em soltar suas criações na praia para que possam viver suas próprias vidas.
Seus "animais" utilizam computadores simples para localizar-se na praia e ficarem longe de seus principais perigos: o oceano, o fim da praia e principalmente tempestades.

Guto Lacaz


Nascido em São Paulo, em 1948, é arquiteto pela FAU/USP e artista plástico. Em seu conjunto de obras podemos encontrar esculturas lúdicas, videoinstalações, multimídia, eletroperformances, projetos e instrumentos científicos. Participou de diversos eventos, entre eles SKY ART na USP (1986), e Water Work Project, Toronto, Canadá (1978). Lecionou comunicação visual e desenho de arquitetura na Faculdade de Artes Plásticas da PUC/Campinas, em 1978-80. Foi professor do curso A Técnica e a Linguagem do Vídeo, no festival de inverno de Campos de Jordão, em 1983. Foi editor da revista Around AZ.
O que cria maior importância em sua obra é o cruzamento inusitado entre ciência e tecnologia, para criar  máquinas que beiram o absurdo, sem nenhuma utilidade prática.Ele coloca seu dispositivo em funcionamento e este apenas repete suas tarefas.
Lacaz tenta com seu trabalho negar os conceitos de sociedade industrial, de massa, mostrando que o trabalho artístico não está ligado à produção em massa, e caminha contrário à tecnocracia. A arte não possui finalidade, é incerta e indeterminada. 


Flaneur

O Flaneur é o indivíduo que caminha pela cidade tentando captar o fenômeno urbano. Ele abstém quaisquer pensamento de sua mente e observa o que acontece à sua volta, para depois tentar interpretar o que viu.
O indivíduo observa como a arquitetura e a disposição urbanística da cidade interferem na vida das pessoas, e como elas reagem a isso. Um exemplo que já li sobre o tema é o livro "A alma encantadora das ruas", de João do Rio. O autor conta suas experiências como Flaneur no Rio de Janeiro do início do século XX, e faz um grande levantamento comportamental da classe baixa carioca, que está sofrendo o processo de revitalização do centro da cidade e sendo marginalizada para as periferias. No livro ele diz que as características físicas da rua, assim como as pessoas que a frequentam, criam a "alma" da rua. Ele tenta colocar no papel a sensação de estar naquele local.  Na época e assim como hoje, tais praticantes são considerados vagabundos, mas que no fundo revelam um enorme estudo filosófico do real fenômeno urbano.

Parkour

A atividade Parkour tem como objetivo primário cruzar um percurso estabelecido entre dois pontos. Para isso o praticante deve utilizar de quaisquer táticas para vencer os obstáculos encontrados no caminho. Os praticantes prezam a liberdade de poderem transpor qualquer barreira, seja ela um muro, uma árvore, grade, escada ou rampa.
Ao meu ver essa atividade pode ser interpretada como um protesto silencioso aos meios de locomoção atuais, que seguem linhas e regras. É como se o indivíduo dissesse ao restante das pessoas que ele não precisa seguir a massa, no ritmo dos outros passos,  ele pode fazer o próprio caminho da maneira que bem entende.

Flash Mob

O Flash Mob (flash mibile - mobilização rápida) caracteriza-se por uma aglomeração instantânea de pessoas em um local público a fim de realizar uma ação inusitada e combinada, e se dispersando logo em seguida.
Primeiramente as reuniões eram combinadas por mensagens de celular ou e-mails, porém hoje em dia o mais usual é a utilização de redes sociais.
Como idealizador do primeiro Flash Mob, o jornalista Bill Wasik quis criar uma cena que intrigasse e causasse um pequeno espanto nas pessoas. Os princípios originais do movimento eram o de despertar nas pessoas uma persepção diferente da apresentada no espaço em que elas estão, e assim criar uma certa mobilização para que elas também participassem do "evento" mesmo se não tivessem combinado previamente.
Um bom exemplo dessa modalidade é o vídeo abaixo, realizado na praça de alimentação de um shopping:





Pelo vídeo vemos que o movimento é extremamente pacífico, inusitado, espontâneo e intrigante, porém sua popularidade fez com que acabasse perdendo um pouco de sua originalidade. Hoje em dia as pessoas criam Flash Mobs com caráter de político de protesto, fazem apresentações extremamente bem ensaidas e convocam a imprensa

Viagem a Bichinho - performance

Na viagem a Vitoriano Veloso (Bichinho) tivemos como grande objetivo mudar a percepção regular que temos do espaço. Percebemos como a arquitetura é moldada para vida cotidiana das pessoas e como elas reagem ao ambiente.
Segue uma sequência de fotos com algumas percepções da cidade.
 Primeira caminhada pela cidade




 Escolha da casa para performance e intervenção

Telhado da loja com telha trasnparente para melhor aproveitamento da iluminação natural

 Ambiente bonito e bem preservado

Casas construídas sem nenhum plano diretor criam becos estreitos.

 Os croquis foram essenciais para a criação posterior do modelo da casa.



Video da performance realizada na Loja do Naninho. Novas percepções do espaço



domingo, 4 de dezembro de 2011

Animação perceptual

Visita ao Inhotim

Para a visita ao Inhotim no dia 22/09, primeiramente devemos escolher um artista de maior preferência e realizar uma pesquisa sobre ele e suas obras.
Eu escolhi o artista Edgard de Souza, pois suas esculturas em bronze transmitem uma ideia de "sem sentido", impossível, mas ao mesmo tempo prendem o olhar.


Sem Título, Bronze, 1998

Sem Título, Bronze, 2001

Sem Título, 2000, Sem Título, 2002, Sem Título, 2005, Bronze


Biografia:

O artista vive em São Paulo, onde nasceu em 1962. Realizou exposições individuais em diversas galerias do Brasil e do exterior. Participou da XXIV Bienal de São Paulo em 1998 e do Panorama de Arte Brasileira em 1997. Em 2004 sua obra foi objeto de ampla mostra panorâmica: "Edgard de Souza: A voluta e outros trabalhos", na Pinacoteca do Estado de São Paulo, precedida por outra mostra panorâmica, em 2001, no museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte. Algumas de suas obras estão expostas no Inhotim, como as apresentadas acima, além de uma galeria de fotos e imagens.

"Edgard de Souza é considerado um dos mais emblemáticos artistas brasileiros de sua geração. Desde o final dos anos 1980, ele vem construindo um conjunto de obras refinado e relativamente reduzido, marcado por uma artesanalidade que chama a atenção por destoar da produção contemporânea feita em grande escala. São sobretudo esculturas em madeira ou em bronze, mas também desenhos, fotografias, objetos e pinturas. Sempre buscando estabelecer diálogos com a história da arte, Edgard explora em seus trabalhos questões ligadas ao corpo e à auto-representação."  -extraído do site do Inhotim: www.inhotim.org.br-

Percepção em grupo

Segunda animação perceptual

Animação perceptual

Modelo Sketch Up

Para a intervenção em Bichinho, escolhemos a Loja do Naninho, localizada na avenida principal (calçada), e a partir das medidas que fizemos do local pudemos fazer um modelo computadorizado da casa.






Viagem a Bichinho - croquis

Em Bichinho fizemos croquis de algumas casas para pré selecionar a performance.


Casa com fachada em adobe com um Ipê roxo na frente, bem convidativa. É uma loja de roupas não locais.

Casa comum, com o maior atrativo na garagem, explicitando bem as relações entre público e privado.

Casa na avenida principal, que também funciona como loja de artesanato em uma pequena sala lateral. Reformada recentemente, mas tentando manter as características principais de Bichinho, como as portas e janelas, a falta de muro, a porta da sala que sai direto na rua, etc. Foi a escolhida para a performance e para a intervenção, sendo muito atrativa esteticamente e também muito acolhedora, inclusive por seus moradores.



Croqui da sala de aula

Na aula de segunda-feira dia 22-08 fizemos um croqui de um ponto de vista da sala de aula

Croquis do Museu de Arte da Pampulha

 Em nossa primeira ida em campo, fomos ao Museu de Arte da Pampulha


 Croqui da fachada principal

 Croqui de uma fachada lateral

Croqui do Interior

Retrato trabalhado no Photoshop