Em nossa intervenção criamos um efeito de luz e sombra usando um tecido branco translúcido e luzes. Dois holofotes faziam as sombras dos bonecos no tecido. Ao passar pela porta, esses holofotes se apagavam e outros dois localizados na calçada acendiam e focavam as entradas da loja e do corredor lateral. As pessoas se sentiam convidadas a explorar a intervenção, e entrar na varanda. Ao entrar na varanda novas luzes se acendiam, e as sombras de quem lá estivesse interagiam com as sombras dos bonecos.
No corredor lateral que dá acesso à casa, um esquema de som foi colocado perto da porta dando um efeito de música ambiente. Ao passar por essa porta, a música ambiente deixava de sobressair, e novos sons eram percebidos, como de ferramentas funcionando e do próprio cotidiano da casa, criando um imaginário de como é a vida de quem mora e trabalha na loja Naninho.
André França
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Objeto Interativo
O projeto do objeto interativo teve como ideia criar algo que fosse dinâmico, interessante e talvez divertido, e que mantivesse a vontade das pessoas de interagir com ele.
Para o meu objeto pensei em um jardim zen. Uma pequena caixa cheia de areia e pequenas pedras, onde a pessoa podia interagir fazer desenhos, juntando as pedras todas de um lado ou de outro, ou apenas passando o rastelo aleatoriamente. A ideia era fazer algo relaxante, que não tivesse um objetivo inicial, não tivesse fim.
Para o meu objeto pensei em um jardim zen. Uma pequena caixa cheia de areia e pequenas pedras, onde a pessoa podia interagir fazer desenhos, juntando as pedras todas de um lado ou de outro, ou apenas passando o rastelo aleatoriamente. A ideia era fazer algo relaxante, que não tivesse um objetivo inicial, não tivesse fim.
Porém o meu jardim zen fugiu à regra, e foi equipado com luzes de led embaixo na areia. Quando alguém está interagindo com ele, não imagina porque estão acendendo luzes por baixo da areia, e tenta descobrir como o mecanismo funciona.
Para criar o efeito, fiz um circuito de 10 lâmpadas de led, ligados a duas baterias de 9V. Os interruptores eram reed switchs (magnéticos). Em cada rastelo há dois ímãs responsáveis por acionar os reed switchs.
Obra escolhida no Inhotim: Penetrável Magic Square n5 - Hélio Oiticica
“… Parece colorida surgindo na floresta, brotando da própria terra […] fusão
e transmutação dos laranjas, magentas, amarelos, brancos e azuis. Luzes e
sombras também são cortadas por folhagens verdes. A arte de Hélio brota
encoberta pela mata da tijuca […] mergulho da “cor-luz” e natureza
constituem um convite ao ambiental […] Este trabalho é o ápice da cor que
reinventa do espaço. […] O Magic Square nº 5, De Luxe é a realização […]
de uma nova realidade plástica […] em que arquitetura, escultura e pintura
estariam fundidas e não integradas. […] é a culminância de um processo do
início do século XX, de desmonte do quadro para conservar a pintura. Só
que a pintura teve que abandonar o plano da tela e buscar no espaço físico
do mundo (fundindo-se como arquitetura) aquilo que a representação
perseguia como imagem (DOCTORS, 2000)."
Alexander Calder
Alexander Calder foi um pintor e escultor estadunidense, nascido em 1898. Sua influência artística começou em casa, uma vez que era filho de artistas plásticos.
Seus primeiros trabalhos abstratos surgiram em 1931, e os primeiros móbiles são de 1932.
Calder foi o primeiro a explorar o movimento na escultura e um dos poucos artistas a criar uma nova forma – o mobile, que são discos metálicos unidos por fios que se agitam de acordo com o vento, e assumem formas inusitadas. Ciou também os Stabiles, sólidas esculturas fixas.
Abraham Palatnik
www.palatnik.com.br
Abraham Palatnik é um artista plástico brasileiro nascido em 1928. É conhecido por ser um dos pioneiros em arte cinético no Brasil, e hoje é maior referência na área.
Suas obras contêm instalações elétricas que criam movimentos e jogos de luzes.
Seu primeiro grande trabalho foi exposto na I Bienal de São Paulo, em 1951. Ao invés de uma pintura ou escultura, Palatnik exibia então seu primeiro “Aparelho Cinecromático” – uma “máquina pictórica”. Nela, tecidos sintéticos, motores, luzes e a incorporação decisiva do espectador no ambiente são os elementos que estruturam a obra. Devido a esse caráter dissonante, o trabalho quase foi recusado na exposição.
O que singulariza o trabalho de Palatnik é o uso que ele faz da tecnologia e suas possibilidades inovadoras. Não se trata de uma arte que está a serviço da técnica, mas sim de um olhar atento que sabe retirar dos materiais mais diversos toda sua potencialidade poética. Misto de artista e desenhista industrial, Palatink possui muito do ideário construtivo na vontade de integrar arte e vida. Existe aqui uma convicção de que a arte pode estar em todos os lugares para todos os públicos, disseminada pelo cotidiano.
O Grivo
Formado em 1990, o coletivo O Grivo notabilizou-se num primeiro momento pelas produções musicais realizadas para outros artistas, como Cao Guimarães, Lucas Bambozzi, Rivane Neuenschwander e Valeska Soares, entre outros. O grande apelo visual de suas instalações, contudo, fez que a dupla passasse a ser reconhecida pela qualidade plástica, e não apenas sonora, de suas criações, a partir pelo menos da participação na exposição Antarctica Artes com a Folha (1996). Com aparelhos bem-humorados e aparentemente precários, de onde brotam a harmoniosa combinação de sons e ruídos que constitui sua marca registrada, O Grivo pertence ao seleto grupo de artistas sonoro-visuais brasileiros, como o coletivo carioca Chelpa Ferro ou o paulistano Paulo Nenflidio, cujas obras são comparáveis tanto do ponto de vista estético quanto pela característica de transformar os objetos mais impensáveis em instrumentos musicais. Diferentemente desses, porém, e devido talvez à formação musical de seus dois integrantes, as obras d’O Grivo priorizam a sonoridade: o efeito visual está longe de ser casual, evidentemente, mas a imagem, como eles dizem, é uma consequência da funcionalidade sonora e musical.
Arthur Ganson
www.arthurganson.com
Arthur Ganson é um escultor cinético, nascido nos Estudos Unidos em 1955. Seus trabalhos fazem demonstrações de arte mecânica e já foram expostos em museus de ciência e tecnologia, como o MIT Museum e Harvard's Carpenter Center.
Ele descreve seu trabalho como um cruzamento entre engenharia e coreografia. Suas máquinas elaboradas nem sempre realizam tarefas complicadas, mas são repletas de significado filosófico. Para alguns são objetos artísticos, para outros máquinas sem utilidade, e para outros apenas brinquedos para crianças.
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